domingo, 27 de outubro de 2013

Princípios do nosso trabalho pedagógico

As crianças aprendem através da sua ação e reflexão sobre a mesma, por isso adotamos o Currículo de Orientação Cognitivista (C.O.C.) como suporte do nosso trabalho. Em paralelo com este currículo seguimos as linhas de orientação curricular do Ministério da Educação relativamente à educação pré-escolar, assim como alguns procedimentos de outros currículos como o Movimento da Escola Moderna (M.E.M.).

A nossa sala está então dividida por áreas de interesse, nas quais as crianças planeiam e desenvolvem as suas ideias, interesses e projetos, assim como propostas e desafios lançados pelos adultos. São elas: área da pintura, área das artes, área da plasticina, área do quadro magnético, área das construções, área dos carros, área dos animais, área dos jogos, área dos bonecos, área da casinha e área da leitura.

 Área da pintura
 Área das artes
 Área dos carros
Área das construções 
 Área dos jogos
 Área do quadro magnético
 Área da leitura
 Área da casinha
 Área da plasticina
 Área da leitura
Área dos animais

O papel do adulto na sala é essencialmente de apoio e de desafio aos projetos a que as crianças se propõem diariamente, embora tenhamos consciência de que somos para as crianças um modelo (tal como a família o é) que elas procuram seguir. Por isso é tão importante ter atenção ao que dizemos e fazemos, aos valores e comportamentos que transmitimos a estas crianças tão ávidas de saber e aprender. Não temos no entanto de todo a pretensão de seguir com rigor e passo a passo o currículo de orientação cognitivista, uma vez que não temos as condições necessárias para tal (humanas e materiais). No entanto, damos prioridade na sala a algumas aprendizagens importantes e essenciais no nosso trabalho orientado pelo C.O.C. São elas:
  
Aprendizagem ativa
A aprendizagem ativa é, tal como o nome indica, aprender através da ação, da experimentação com os outros, connosco próprios e com os materiais. É assim que pretendemos ajudar as crianças da Sala dos Corações a desenvolverem-se de uma forma global e saudável, a adquirir conhecimentos, habilidades e aprendizagens significativas e pertinentes ao seu crescimento.

Inter-ajuda
Ajudar o outro ajuda a criança a fortalecer a sua autoestima e a responsabilizar-se por pequenas tarefas. Ao ajudar o outro, este apercebe-se que também o pode fazer e acabam por descobrir prazer na interajuda. Ajuda igualmente a criar laços de amizade.

Autonomia
Embora as crianças necessitem experimentar um forte sentimento de ligação emocional relativamente aos pais e educadores, necessitam simultaneamente desenvolver um sentido de identidade própria enquanto pessoas autónomas e independentes, com capacidades para efetuar escolhas e tomar decisões.
  
Auto-estima
É a capacidade de acreditar nas suas próprias competências e capacidades. Uma boa autoestima apoia a criança quando surgem dificuldades e conflitos a que estarão inevitavelmente sujeitas durante a sua vida.

Empatia
É a capacidade que permite às crianças compreender os sentimentos das outras pessoas, ao relacioná-los com sentimentos que elas próprias já experimentaram. A empatia ajuda a criança a fazer amizades e a desenvolver o sentimento de pertença.

Iniciativa
É a capacidade que as crianças desenvolvem, de começar e levar até ao fim uma tarefa. É importante que o adulto encoraje a criança a descrever os seus propósitos e a sentir-se confiante na sua capacidade de fazer escolhas e de tomar decisões (fazer as coisas acontecer) e para se verem como seres competentes e capazes.

Confiança nos outros

Num ambiente de apoio e confiança, as crianças podem alargar a outros adultos e a outras crianças fora do seu círculo habitual de conhecimentos, a sua capacidade de confiar e acreditar nas pessoas.

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